segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Palestra com Hans Donner - 21/10/2008

A primeira turma de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto recebeu um convite de próprio punho do designer Hans Donner para participar de sua palestra dia 21 de outubro de 2008 no CEFET em Ouro Preto. O designer formado em Viena na Áustria, cursou a faculdade de design por 5 anos, apaixonou-se pelo Brasil vendo os jogos da copa de 58, impressionando-se com o fato de homens (Pelé e Gilmar) chorarem depois de uma vitória, depois da conquista da taça. Donner pegou dinheiro emprestado com o irmão e ficou 20 dias andando no Brasil com seu currículo nas mãos procurando emprego, no último dia recebeu uma proposta indiscutível da rede Globo e voltou para Viena, devido à burocracia e aos trâmbites legais só pôde voltar ao Brasil por definitivo 9 meses depois da proposta... e aí começou sua história de sucesso.

Hans Donner iniciou sua palestra falando sobre o tempo, o tempo e a maneira como nós o percebemos. Após isso puxou o rumo da conversa mais para falar de sua carreira ( uma bela carreira por sinal ). Donner começou de baixo, nos primeiros degraus do mundo do design e foi subindo cada vez mais até escrever seu nome na lista dos mais consagrados designers gráficos do mundo.

Donner considera seus produtos de design como seus filhos, várias vezes faz menção à logo da Globo ( a maior rede televisiva brasileira ) como “meu primeiro filho”. Apesar de tamanho sucesso, o designer não gosta de ter seu nome em suas obras, não gosta de ser estrela, mas sim de ter seu trabalho admirado e reconhecido. Ele foi capa de jornal apenas 2 vezes, a primeira quando caiu de jato na Baia de Guanabara com sua esposa 11 anos atrás e a 4 semanas atrás quando deu uma entrevista para o jornal O Globo falando um pouco de como são feitas as vinhetas da rede Globo.

Hans Donner trabalha com a linha “revolucionária”. Quando ele chegou na Globo, mandou pintar todos os carros de prata para adequar sua marca (a azul) de forma a torna-la visivelmente melhor. Quando foi fazer a primeira logo em movimento da TV brasileira, fez a rede Globo comprar uma máquina que na época custava cerca de 500 mil dólares , fazendo desta a primeira no Brasil.

Nos últimos 30 anos, com a janela abrindo sua criatividade apontada para o Cristo Redentor, Hans Donner revelou que ficou mais de 1000 noites sem dormir, executando seu trabalho ( ele dispensa um escritório no Projac, porque diz ser mais produtivo em casa ). Suas últimas viradas de noite foram no começo de 2008 quando Donner e sua equipe fizeram a marca da Globo renascer, incrementando-a com traços ousados que fizeram o atual presidente da emissora chorar ao ver o resultado.

No final de sua palestra, o designer mostrou seu relógio “TimeDimension” que trabalha embasado no equilíbrio do claro com o escuro. Hans Donner fala que com esse novo relógio o mundo veria o tempo de forma diferente, mas apenas 1 fabricante resolveu apoiar a idéia e fazer o objeto com trabalho manual, o resultado foi um relógio de mais de 10 mil reais. Donner se compara a Santos Dummont e diz-se ser o primeiro designer do tempo, pois criou uma maneira revolucionária mas ainda não difundida de olhar para ele. Até a Microsoft interessou-se no protótipo, tanto que resolveu até incrementar o Windows Vista com ele, Hans sente muito orgulho ao contar essa história.

Uma história de sucesso que todos deveriam ouvir ou ler, é a vida de Hans Donner, um homem que com seus sonhos e esperança de ser alguém no mundo saiu de Viena na Áustria e veio para o Brasil, um país onde muitos fazem o movimento contrário. São raras as pessoas que quase choram ao contar sua vida, que carregam orgulho de falar que um dia saíram do nada para ter tudo o que uma pessoa deseja ter e ser nos dias de hoje. Uma noite que ficará na memória se não de todos, da maioria das pessoas que ali estavam.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Salvem as Crianças

Um povo cuja história é baseada na evolução das formas de trabalho e em diversas leis que evoluíram de modo a "extinguir" a escravidão, enfrenta um problema contemporâneo que os livros não retratam: o trabalho infantil que está presente de norte a sul, de leste a oeste do Brasil com contingentes preocupantes, tanto que viraram motivo de estudos e pesquisas que procuram apontar soluções para tal problema.
A partir do momento em que uma mãe contrata uma adolescente para cuidade de seus filhos, que um fazendeiro emprega crianças em sua propriedade ou quando compramos uma bala de algum "ambulante-mirim" no sinal, estamos contribuindo para aumentar cada vez mais as estatísticas da exploração da mão-de-obra em nosso país.
Com uma história embasada no trabalho escravo poderíamos dar exemplo de nação que dá a volta por cima e não emprega crianças, mas sim as educa para no futuro serem dentes de uma engrenagem que move a economia brasileira. Pena que a realidade é bem diferente, talvez pelo fato do vizinho ter um empregado jovem na fazenda ou da vizinha ser babá do filho de um amigo.
Contudo, não podemos abaixar a cabeça e deixar a história decidir o futuro das crianças. Tal fato não é uma solução a curto prazo, mas sim uma ação em conjunto que com o tempo servirá de exemplo para futuras gerações. As cartas estão na mesa, basta saber usá-las e colocar um ponto final no trabalho infantil deixando os noticiários a cargo da corrupção, da violência e dos abusos. O povo brasileiro nem vai perceber que quem trabalha despercebido deixou de ser manchete e passou a ser destaque, pena que por aqui, só se destacam jogadores de futebol, sambistas, bandidos, e por aí vai...
Talvez em um próximo amanhã o sonho de crianças deixe de ser uma marreta mais ágil no trabalho e passe a ser um livro para iniciar o caminho e um dia "ser doutor".

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Cidade Maravilhosa

A situação nas ruas do Rio de Janeiro já ficou gritante, estado de calamidade, mas para nós brasileiros orgulhosos de nossa violência isso é comum, talvez não menos comum do que parar tudo para assistir um jogo de futebol ou assistir programas de fofoca na tv, mas ainda sim é comum.
Às vezes me pergunto o que leva uma cidade que tinha de tudo para ser a melhor cidade do país, quissá uma das melhores do mundo, a mergulhar-se nesse poço de sangue que assistimos hoje nas TVs.
Quando uma família resolve ir para a praia de Copacabana, pode ser surpreendida por algum protesto (alguém deu idéia e ja virou moda) de algumas cruzinhas fincadas na areia para representar (ou lembrar) dos mortos. Uma mãe pode sair com os dois filhos e ao invés de voltar sã e salva para a casa, dar uma passadinha no hospital para levar seu filho de 3 anos ao atendimento médico de emergência. Talvez os paulistas tenham ficado com inveja e começaram a atirar crianças pela janela para ver qual cidade aparece mais.
A culpa na maioria das vezes cai em cima do governo que não dá segurança, da polícia que não patrulha direito as ruas, tal culpa faz policiais agirem tão severamente para mostrar serviço que acabam metralhando carros de civis inocentes. Mas o contingente policial anda para outras "bandas", para fazer motoristas que beberam demais lembrarem que não podem dirigir (como se acidentes não bastassem para eles lembrarem), ou seja, o foco está disvirtuando-se e a criminalidade aumentando cada dia mais.
Mas quando policiais agem de forma merecedora de elogios, outra equipe sobe o morro, a de direitos humanos, porque bandido também tem direitos, talvez mais do que nós cidadãos corretos, aí quem "paga o pato" são os carrascos, truculentos homens cumpridores da lei.
Provavelmente a situação está longe de ser resolvida (se é que um dia será), até lá podemos nos deliciar com as cenas de filmes policiais estilo Reality Show que estamos acostumados a ver entre uma novela e outra, porque além do nosso excelente futebol, nossas lindas mulatas do samba e nosso carnaval, temos que ter outro assunto para sermos destaque no exterior... certo?
Afinal, o Rio de Janeiro continua lindo...


sábado, 5 de julho de 2008

Pão e Circo no Brasil

De layout novo e com uma imagem que fiz agora a pouco aqui em cima vou para minha nova postagem.

A cada nova edição de jornais, revistas, a corrupção no país virou assunto de praxe, parece normal um país em que desde sua colonização convive com a corrupção de seus governantes. Talvez por ser uma coisa que já se tornou banal, nós não fazemos nada para mudar essa realidade.
Para "agradar" a população, e voltar à era clássica, o governo implanta a velha política do pão e circo, que consiste em dar pão e c irco para a população se divertir enquanto o país está de pernas para o ar. Para exemplificar melhor, posso citar a época da copa de 70 na qual o país estava mergulhado em um caos, ditadura, repressão de imprensa... e uma das únicas coisas que o governo deixava exibir na televisão eram os jogos da seleção Brasileira.
Dos anos 70 para cá, isso não mudou muito, apenas evoluiu, seria um "pão e circo" transfigurado, com o qual para inibir (ou reprimir?) revoltas e oposições a seu governo cria n políticas assistencialistas para a população que paga mais impostos no mundo (e para onde vão esses impostos?). Tais políticas podem ser exemplificadas pela bolsa família, auxílio gás, bolsa escola, em que o governo DÁ, ISSO MESMO DÁ, o dinheiro pras famílias fazerem o que bem entenderem, ou seja, dá o peixe ao invés de ensinar a pescar... o pão está aí, e o circo está vindo em 2014 (grande circo por sinal).
Falando em impostos, é com eles que sustentamos nossa "corte" que até hoje existe com privilégios de corte, talvez pelos n auxílios que eles ganham, pela mordomia em que vivem, pelo fato de um deputado, um senador ganhar mais que um presidente (se for pelo nível de cultura realmente eles merecem). O que revolta na verdade é pagarmos impostos e quando precisamos de ensino, segurança, assistência médica de qualidade, temos que recorrer à rede privada, já que os serviços BÁSICOS públicos estão em ruínas.
Antigamente tínhamos cantores, bandas que cantavam as belezas do país, mas como a cultura acompanha a evolução de pensamentos, nada me espanta os tempos de hoje serem embalados pelos funks, pelos raps que retratam (e como retratam) nossa realidade e a cultura de uma maioria que prefere ser espectador (sambista, jogador de futebol, pagodeiro, carnavalesco, camelô) do que ser ator principal da peça.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Um Blog ao Acaso

Sempre existiram modas durante os tempos modernos, uma delas talvez seja esta, sim, isso mesmo, blogs pessoais... Talvez isso não seria uma moda, mas uma forma pela qual milhares (pra não dizer milhões) de pessoas em todo o mundo se expressam com liberdade de idéias.
Os blogs já foram mais usados a pouco tempo atrás, mas o que faz com que menos pessoas utilizem desse recurso? A falta de tempo pode ser um fator, mas talvez os mais importantes fatores sejam que as pessoas usam outros recursos na internet tais como orkut, msn, flogs, sites de bate papo e afins, esquecendo e deixando de lado o velho blog.
Como diria Renato Russo, vivemos em uma geração modista, uma geração "Coca-Cola", desde pequenos somos programados, mas programados à que? Um ser humano que já nasce vestindo Nike, tomando Coca-Cola vai ser um adulto inserido nessa teia, uma pessoa assim como eu e você. Inconscientimente assimilamos as modas do momento. Por questão de exemplo podemos citar nossos pais nas discotecas, nossos avós nos bailes, nós nas boates, raves. Também há as músicas, as quais a maioria nunca fica pra posteridade, talvez pela falta de conteúdo, acabam caindo na mesmice e as pessoas param de ouvir porque simplismente enjoaram, não preciso citar exemplos, porque acho que você leitor já recordou de n músicas.
Com tudo isso não estou afirmando nem sugerindo que blogs algum dia foram moda, ou vão ser moda, estou apenas questionando o porque de cada pessoa não ter o seu, para que o mundo a conheça melhor, já que conhecemos tão bem o mundo sem sair de casa...

Vou ficando por aqui, espero que essa seja a primeira de inúmeras postagens e o começo de um grande blog.